Passei por uma estrada e logo vi o que hoje chamamos de partículas. Mas chamei de Ele, Ele não era uma partícula comum, Ele passava como um relâmpago (nós já tínhamos adotado o nome relâmpago), velocidade imaginável onde o que chamamos de ar era destrinchado por Ele.
Continuei andando e Ele subia aos céus e dele saía grandes porções de luzes como às do arco-íris , que brilhavam por meia dúzia de segundos. Quando Ele se deslocava para o norte e parava (nós já tínhamos consciência de pontos cardeais), era aberto um imenso buraco no ar que refletia um brilho dissipando para todos os lados, deixando os olhos de quem via secos, pois o nada a frente estaria como a cegueira ao ver uma só cor por uma eternidade escura ou branca. E todos os dias naquela mesma hora (já contávamos o tempo ensejo) e lugar, Ele se comportava assim.
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